A quinta-feira do Festival de Verão e da Festa do Livro: Chica Reis narra as encruzilhadas de cinco mulheres negras
Como parte da programação da Festa do Livro UFMG, a Praça de Serviços recebe duas atrações no início da tarde. Às 12h, um espetáculo de contação de histórias para adultos será apresentado na Praça de Serviços do campus Pampulha. Centrado em cinco protagonistas negras, o Encruzilhada de mulheres é uma adaptação livre de contos de autores como Nei Lopes, Conceição Evaristo, France Leal, Alice Walker, Mãe Beata de Yemonja e itans da cultura yorubá.
Contadas pela atriz Chica Reis, graduada em Artes Cênicas e mestranda na Faculdade de Educação pela UFMG, as narrativas apresentam mulheres que, diante de momentos-chave em suas vidas, tomam decisões radicalmente transformadoras, quebrando padrões estabelecidos sobre o que significa ser uma mulher negra.
Em seguida, às 13h, o professor Rogério Lopes, do Teatro Universitário e da Escola de Belas Artes, se reúne com o público para uma conversa. Lopes é um dos principais estudiosos das máscaras afro-brasileiras. A conversa, que será mediada pela professora Tereza Bruzzi, do Teatro Universitário da UFMG, abordará a importância das máscaras nas manifestações culturais brasileiras, como nas Folias de Reis, nas Cavalhadas, no Bumba-meu-boi e no Nego Fugido, e como essas tradições podem ser incorporadas, de maneira criativa e didática, ao teatro.
Editorial de estudos de documentos gráficos
Das 15h às 17h, o Centro Cultural UFMG abrigará o lançamento de dois livros que integram a coleção Breve biblioteca de bibliología, primeira produção editorial dedicada aos estudos dos documentos gráficos. A iniciativa é um esforço coletivo de quatro editoras universitárias latino-americanas: Ediciones Uniandes, da Universidad de los Andes (Colômbia), Editorial Universidad de Guadalajara (México), Universidad Nacional de Villa María (Argentina) e Ediciones Universidad Católica de Chile. A coleção é um projeto de divulgação científica coordenado pela professora Marina Garone Gravier, doutora em História da Arte pela Universidad Nacional Autónoma de México e pesquisadora do Instituto de Investigaciones Bibliográficas (UNAM).
O lançamento será mediado pelos professores Fabrício José Nascimento da Silveira, do curso de graduação em Biblioteconomia, e Camilla Maia Camargos, da Escola de Belas Artes. Na ocasião, será apresentada a obra Panorama de la historia del libro y de la bibliografía, de autoria da bibliotecária Diná Araújo, da UFMG, e dos professores André Vieira, da UFPR, e Giulia Crippa, da Universidade de Bolonha. O livro aborda a perspectiva latino-americana sobre a indissociabilidade entre a história do livro e a bibliografia. Também será lançado Panorama de la encuadernación, em que a autora Ana Utsch, professora da EBA, faz um passeio pela história da encadernação.
Noite de música
Para encerrar o penúltimo dia de evento, o Festival de Verão 2025 oferecerá duas atrações musicais. No Conservatório UFMG, às 19h30, Kristoff Silva apresenta canções próprias e de diversos autores do cancioneiro popular.
Os convidados do show, Natália Mitre (vibrafone e percussão) e PC Guimarães (guitarra), formam o Duo Foz, que venceu, em 2021, o 20º Prêmio BDMG Instrumental na categoria de melhor arranjo da edição. Por meio do trabalho instrumental, Mitre e PC Guimarães buscam convergir contemplação e inquietação, arranjo e improvisação, simples e complexo.
A partir das 20h, o show Tocar e ouvir – outras escutas será apresentado no Centro Cultural. Essa é uma atividade de extensão organizada em colaboração entre docentes, técnicos e estudantes da Escola de Música da UFMG. O repertório reúne produções coletivas inovadoras de ensino e aprendizagem musical do curso.
O concerto reúne os trabalhos dos grupos Oboensemble, GruVi e Vozes e cordas, que compartilham do alinhamento à diversidade cultural, decolonialidade e democracia, palavras motoras do festival. O evento visa a promover um espaço de convivência cultural em torno dos múltiplos e diversos saberes e práticas musicais brasileiros, favorecendo o debate intercultural na universidade e estendendo-o ao ensino médio por meio de ações musicais socioeducativas.
