IPEAD UFMG: custo de vida, inflação e cesta básica em Belo Horizonte mantêm estabilidade
O custo de vida, a inflação e o preço da cesta básica em Belo Horizonte permaneceram praticamente estáveis em fevereiro. As conclusões são fruto das pesquisas conduzidas no último mês pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead/UFMG). Os dados completos podem ser conferidos no site do Ipead.
O custo de vida em BH, medido pelo índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-BH), caiu 0,05%. No mês anterior o índice havia caído em 2,28%. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, também houve inversão, pois o IPCA havia registrado alta de 0,24% em fevereiro de 2024. No decorrer deste ano, o IPCA de Belo Horizonte registra um aumento acumulado de 2,23%, enquanto nos últimos doze meses a alta é de 7,38%.
A inflação sentida pelas famílias de um a cinco salários mínimos, captada pelo índice de Preços ao Consumidor Restrito (IPCR), subiu 0,07% em fevereiro. Em janeiro a alta havia sido de 1,85%. No mesmo período do ano anterior, o aumento do IPCR havia sido maior, 0,25%, portanto também houve desaceleração na comparação interanual. No ano de 2024, o IPCR acumula crescimento de 1,92% e, nos últimos doze meses, crescimento de 6,56%.
Considerando a importância relativa de cada produto e serviço na composição do IPCA, as maiores contribuições para a alta da inflação foram da gasolina comum, o condomínio residencial e os móveis para quarto. Já as maiores contribuições para segurar o índice foram das excursões, ingressos para jogos e da maçã gala.
O custo da cesta básica, que representa o gasto médio mensal de um trabalhador adulto com alimentação, apresentou variação positiva de 0,04% entre janeiro e fevereiro de 2025 em Belo Horizonte. Desse modo, o valor da cesta em fevereiro atingiu R$ 754,64.
Atualmente, o custo da cesta em BH representa o equivalente a 49,71% do valor de um salário mínimo. Em comparação com fevereiro de 2024, a cesta está custando atualmente R$ 21,48 a mais. Em relação à proporção do salário mínimo, o custo é menor em fevereiro deste ano, pois a cesta custava o equivalente a 51,92% do salário mínimo vigente em fevereiro de 2024. Ou seja, houve ganho no poder de compra do salário mínimo em relação à cesta básica na comparação anual.
Dos 13 itens que compõem a cesta básica, dez apresentaram queda do preço médio e os outros três apresentaram elevação. Os itens com maior variação positiva de preços foram tomate (12,29%), café moído (7,52%) e chã de dentro (1,09%). Já as maiores variações negativas no preço médio no mês foram banana caturra (-14,58%), farinha de trigo (-2,46%) e óleo de soja (-2,23%).
Sobre o Ipead
A Fundação Ipead é uma entidade sem fins lucrativos, credenciada pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), como fundação de apoio à Faculdade de Ciências Econômicas (Face) da UFMG.